Show: Yellowcard em São Paulo

Simple Plan (2005), Good Charlotte + Nine Inch Nails (2005), Yellowcard + Fall Out Boy (2006), Simple Plan (2007), 30 Seconds To Mars (2007), McFLY (2008), Jonas Brothers + Demi Lovato (2009), Jason Mraz (2009), Dave Matthews Band + Kings Of Leon + Avenged Sevenfold + Incubus + Linkin Park (2010), Green Day (2010), Train (2010), 30 Seconds To Mars (2011), Muse + U2 (2011), Yellowcard (2011).

Esses foram todos os shows internacionais que eu já tive a felicidade de assistir. Já posso falar que sou uma pessoa de muita sorte? E vem muito mais por aí…

Mas esse post é exclusivamente sobre o mais recente, meu 2º show do Yellowcard. A sorte é que eles amam o Brasil e os brasileiros, e já é a 3ª vez que eles vêm fazer turnê no país. A primeira vez foi em 2006, no São Paulo Mix Festival, onde também tocou o Fall Out Boy. Foi um daqueles dias mágicos em que você vai sem nem pensar muito nos shows…e acaba se surpreendendo. Ryan Key (vocalista da banda), naquela época, não cantava bem ao vivo, desafinava horrores, mas a banda sempre foi excelente. Aquele show tinha sido um dos melhores da minha vida, e o melhor do Yellowcard até então. Mas nesse último domingo de julho, quando eles voltaram pra São Paulo depois de 5 anos, a minha surpresa foi imensa.


Créditos das fotos: Raphael Bianco

Por volta das 19h15 eu estava entrando no Carioca Club, já bem lotado, mas com muita gente ainda lá fora esperando pra entrar. A casa é minúscula, o menor lugar que já fui ver um show na minha vida inteira. O palco era alto, grande, e perto. BEM perto. Quando as cortinas se abriram às 19h35 e a banda entrou, eu me assustei. Eles estavam realmente MUITO perto. Lugar pequeno pra fazer show assim é o que há. Pensei que por ser tão pequeno, a galera não ia respeitar muito, ia se apertar, empurrar, se bater…mas que nada. Pelo menos onde fiquei, todos eram muito civilizados, e 80% da galera era homem! Mas você percebia que todos alí eram fãs. O mais legal era olhar para os camarotes e para as rodas de bate-cabeça, ver o quanto as pessoas cantavam, curtiam, gritavam, pulavam, dançavam… ISSO é que faz um show ser bom! Além da banda, é claro.

O Yellowcard estava perfeito. Eles poderiam muito bem estar cansados, já tinham tocado em Curitiba e no Rio, e estavam lá no Carioca pra fechar essa turnê na América Latina. Os caras deram um show de tudo: setlist impecável (ok…só faltou “Gifts and Curses”!); instrumentos com alguns problemas no início, mas logo tudo foi resolvido e eles se empolgaram mais ainda; musicalidade incrível, carisma, e MUITA simpatia, principalmente de Sean Mackin, o violinista e segunda voz. Assim como em 2006, ele roubou a cena, sempre brincando com a galera, agitando pro povo cantar, bater palma, pular (ele ADORA pular! Já perceberam?), e apontando pros fãs que chamavam mais atenção. Não lembro se foi ele ou o Ryan Key, que logo no começo do show, soltou um “CARALHOOO” muito perfeitinho! A galera foi ao delírio! Além do comum “Obrigado”, os meninos já sabem até falar palavrão em português. No Twitter, Sean não pára de soltar um “FODA”, quando começa a falar do Brasil. Impossível não adorar esses caras!
Ryan falou mais do que normalmente, contou histórias, agradeceu muito, perguntou se a gente queria ir pra uma festa depois do show e perguntou quem queria tomar uma cerveja gelada, dentre vários outros comentários. O que me surpreendeu mais nele foi a voz. Ele aguentou bravamente o setlist de mais ou menos 1h30 sem se cansar, e o melhor: ele não desafina mais! Em “Only One”, um dos momentos mais lindos do show, ele com certeza surpreendeu a todos. Ele nunca soube cantar essa música ao vivo!


Créditos da foto: Bruno Clozel – Tenho Mais Discos Que Amigos

Pra mim, o melhor momento do show inteiro foi “Believe”. Sem dúvida minha música preferida da banda (depois de “Gifts and Curses”…), momentos antes, Ryan apresentou cada integrante, e quando chegou no Sean, ele mandou ele se apresentar com essa música. Quando ele começa o riff (existe isso? Riff de violino? Hahahaha) do início da música….eu fico arrepiada só de lembrar! Nessa música foi que a galera aumentou mais ainda a roda, e foi um momento épico. O coro de “Everything is gonna be alright…Be strong, believe!” deve ter ecoado pelo bairro inteiro.
Outro ponto mais alto do show foi “Empty Apartment”, a queridinha dos fãs, em que Ryan ficou sozinho no palco só com o violão, e quando ele fez o primeiro acorde, a galera começou a cantar e ele simplesmente parou. Ele deixou a gente cantar sozinho até uma boa parte. Mal se ouvia o violão pelo resto da música inteira!
Os singles “Light Up The Sky”, “Rough Landing, Holly”, “Ocean Avenue”, “Way Away” e “Lights And Sounds” foram cantados com muita vontade, sem perder uma palavra, pelo público todo do Carioca Club. Até mesmo as 5 faixas tocadas do album mais novo foram muito bem recebidas pela galera, que cantava os refrões como se já fossem músicas clássicas da banda.

Um show sem dúvida marcante, tanto para a banda quanto para os fãs, que vai ficar pra história. E com certeza pro meu Top 5 de melhores shows que já presenciei até hoje.

E a dica do dia, do mês, do ANO é: façam mais shows internacionais no Carioca Club!

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